OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

AS NOVAS TECNOLOGIAS – 4º motivo- parte III

VOCÊ SABE O QUE É CYBERBULLYING?



O Cyberbullying é uma prática constante nas redes sociais. Se observarmos o que recebemos dos amigos virtuais, todos os dias em nossas redes sociais podemos, observarmos a frequência como isso ocorre seja pelo celular ou pela Internet do computador, ficaremos estarrecidos.

Cyberbullying é toda mensagem, vídeo, comentário desagradável ou agressivo, piadinhas de mal gosto sobre uma pessoa, só porque ela é obesa, negra ou estrangeira, canta mal, fez alguma coisa que foge ao padrão normal de comportamento ou porque levou um tombo, teve um tropeço ou outro motivo qualquer, e que é jogado nas redes sociais. Com certeza, você já riu muito de algumas delas e, quem sabe até compartilhou. Pois saiba que Cyberbullying é isso.

Eu sei que você não foi porque é má pessoa. Mas porque se divertiu e quer que os seus amigos virtuais se divirtam também. É nesse tipo de “diversão” que se denigre a imagem de alguém. Você pode achar que tudo não passa de uma brincadeira sem consequências, mas na verdade, não foi.



Pensemos um pouco. Será que foi a própria pessoa, em sã consciência, quem postou aquilo que fez você rir e se divertir? E se não foi, quem poderia ter postado? E qual sua intenção da postagem? Sinto lhe informar que, normalmente não é para brincar. É para ENVERGONHAR a pessoa. Mostrar para muita gente, o quanto essa pessoa está sendo ridícula é uma forma de envergonhar, de menosprezar uma falta de habilidade ou de capacidade para determinadas funções, também é uma forma de envergonhar, de chatear, de falta de carinho e de atenção. E quanto mais compartilhamos, mais ampliamos essa vergonha. E isso não é legal.


Pense no que sente uma pessoa que, sem saber, se vê nas redes sociais dessa forma. Fica feliz? Acha tudo muito engraçado? Creio que sentira vergonha do foi exposto ali sobre sua pessoa. E o que ela pode fazer? Com quem vai reclamar? Onde fará isso? E para quem? 



Temos que ter a consciência de que a internet é um mundo virtual. Um mundo onde não existem fronteiras e nem limites. E o que postamos nela, o mundo inteiro fica sabendo. E não adianta ocultarmos uma mensagem ou exclui-la, porque o que cai na internet, fica para sempre.


Precisamos ter muito cuidado com as fotos, principalmente, com as que as jovens adolescentes postam nas redes sociais porque elas são mais vulneráveis. Nessa febre das “selfies” tiram fotos a todo momento para postá-las em seguida nas redes sociais. 

O mundo valoriza demais a beleza física, e esquece que o mais importante é a essência dos seres humanos. E os jovens adolescentes (meninos e meninas) têm aprendido e vivenciado isto cedo demais. Mas para os jovens adolescentes essa coisa de “essência” é discurso das antigas, ultrapassado, arcaico.



E continuam a tirar fotos de si mesmos e postando nas reses sociais. As meninas, tiram fotos do rosto fazendo caras e bocas e do corpo para enviá-las aos amigos virtuais ou não. Querem se admiradas por seus atributos físicos e poses sensuais e se esforçam, cada vez mais, para consegui-las. Muitas vezes, acabam indo longe demais, sem se darem conta do perigo que correm.



Os rapazes de mesma idade, por sua vez, se deliciam com as imagens postadas pelas amigas e não perdem tempo. Postam uns para os outros repetidamente. E entre eles (ou fora do grupo) sempre há os “espertos” de mau caráter e sem qualquer escrúpulo, que estão a espreita. Num clique, manipulam a foto (hoje há inúmeros aplicativos para esse fim) em sites pornográficos. E está feita a lambança.



Em poucos segundos, a foto corre o mundo. Na turma da escola risos, olhares, piadinhas, cantadas de mau gosto, gestos obscenos, cochichos com sua passagem pelos corredores. Ela percebe e estranha. E, em pouco tempo, tudo se multiplica. Até os meninos que costumam ignora-la querem ser seus amigos e tirar uma “casquinha”.


Por sua vez, a garota acha que todo esse furor é por causa de uma foto postada nas redes sociais. Se envaidece a princípio, mas as ela nem sonha sobre as proporções que as coisas tomam. E os assédios de pessoas que ela não conhece e nunca viu se multiplicam pela rede. Na rua, entre os vizinhos, o mesmo acontece. E quando se dá conta, sua reputação foi parar na lata do lixo. E então, se desespera. Sua vergonha é tanta que não tem coragem de falar, aos pais e/ou aos amigos mais chegados, o que está acontecendo. E a coisa não para por aí. Fica deprimida, adoece, melhora um pouco para adoecer novamente, porque sua essência e suas emoções estão em frangalhos. E, muitas vezes, nunca mais consegue se recuperar.



E se isto acontece com pessoas famosas do cinema e da televisão que tem por trás de si um aparato para denunciar, investigar e prender o “espertalhão”, também pode acontecer com qualquer uma jovem adolescente que não tem nada disso. E como a protagonista do filme, muitas vezes, não encontram outra saída a não ser o suicídio.  É para evitar isto que isto aconteça que escrevo sobre este tema. Falo aqui das meninas, mas também acontece muito com os rapazes.



O cyberbulling é tão perigoso e pernicioso (ou até mais) quanto o bullying,  E se um é CRIME, o outro também é, tanto para quem posta como para quem compartilha. O cyberbullying que atingem os adolescentes levam 10% deles ao suicídio. Diferente da injúria pessoal feita cara a cara, nas redes sociais, os algozes agridem sem se identificar. Escondem-se por detrás de um nome, de fotos e status falsos. A impunidade e o compartilhamento alimentam o ego dos agressores e permitem que continuem a acabar com a vida, o futuro e o desejo de viver das pessoas.


Embora as novas tecnologias permitam a descoberta e a identificação dos que praticam o cyberbullying, investigá-los, prendê-los e condená-los é mais difícil e demorado do que se imagina. Isto nos dá a sensação de desproteção e de impunidade e a eles, a certeza de que podem continuar. E enquanto se fazem leis mais protetoras, nossos jovens enfrentam a morte.


Pais, alertem seus filhos. Professores, alertem seus alunos sobre este problema. 
Cyberbullying é crime e deve ser combatido.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

AS NOVAS TECNOLOGIAS – 4º motivo, parte II

 AS REDES SOCIAIS:benefícios e malefícios


   As redes sociais estão presentes no cotidiano de todos nós. É por meio delas que 
   trocamos ideias, fotos com amigos (da escola ou do trabalho) e parentes por meio de    aplicativos especiais para esse fim, compartilhamos vídeos, alguns interessantes e        outros nem tão interessantes assim. Alguns profissionais usam as redes sociais para    divulgarem seus trabalhos e, assim, conseguirem clientes e fregueses.

Por meio desses aplicativos a sociedade tem mudado sua forma de se comunicar e de se relacionar com as pessoas. É uma comunicação em tempo real ou em um espaço de tempo mínimo, mas que atua de forma intensa e diversificada entre várias pessoas ao mesmo tempo. É tudo muito rápido e em apenas um clique. Essa interatividade rápida, feita do computador ou pelo celular, vem atingindo outras mídias como a televisão por exemplo, onde de casa, do trabalho ou mesmo da rua pode-se enviar fotos e mensagens para parabenizar alguém ou fazer reclamações de serviços simplesmente acessando sua própria rede social. Essas fotos e mensagens são lidas em certos programas de televisão e por autoridades. Por isso, vieram para ficar e influenciar a sociedade.

As novas gerações já começam suas vidas teclando tabletes e celulares. Vivenciam um mundo rápido, instantâneo, com trocas de informações contínuas e convivendo com um elevado número de informações. Elas têm um pouco de tudo: informações e opiniões sobre tudo, fotos, dicas, receitas culinárias, propostas de namoro e de emprego. E não são apenas os jovens que vivem conectados, como alguns pensam. Esta conexão acontece com pessoas de todas as idades, incluindo-se uma grande participação de idosos.

Se tudo isto é bom, também tem seus inconvenientes. Embora intitulemos de “amigos” os participantes de nossas redes sociais, na verdade, não os conhecemos de fato assim como eles não nos conhecem de fato. A febre dessas redes exige um grande número de pessoas. E sempre há se uns 5 ou 6 pedidos de adicionamento. Por isso, precisamos ter muito cuidado com esses adicionamentos, pois não sabemos quem são essas pessoas. E, se com toda uma investigação pessoal antes de adicioná-los, ainda assim, podemos cair numa esparrela e ter sérias dores de cabeça.

As redes sociais são o meio perfeito para alguns engodos. O nome, fotos, e alguns dados pessoais que colocamos no perfil podem ser falsos. Quem vai investigar a veracidade dos dados do perfil?



Por falta de uma vigilância maior das autoridades e da polícia (que só investiga se houver denúncia), os rackers, os pedófilos, os mal-intencionados e os preconceituosos de plantão, estão sempre a espreita. E basta uma oportunidade para fazerem a festa. Por isso, com crianças e jovens nas redes sociais, é preciso ter muito cuidado e vigilância constante por parte dos pais ou responsáveis, pois não sabemos quem eles acessam ou permitem a entrada no grupo de “amigos”.


Uma outra coisa com os quais os adultos devem se preocupar é com são as fotos de família, as fotos de garotas de biquíni na praia ou piscina, fotos em poses nada discretas, fotos da intimidade de casais são as oportunidades que os mal-intencionados estão à espera para uma chantagem, um roubo ou denegrir a integridade de alguém ou para usar seus dados pessoais sabe-se lá para que.

Ah! Mas as redes sociais são seguras, aceitei os termos de privacidade, você pode estar pensando neste momento. E pergunto: Quem garante? Os diretores do Facebook? Do Orkut, Twitter ou de outras redes? Se fosse tão seguro, não nos pediriam constantemente para trocas as senhas, enviar o número de telefone, completar dados no perfil etc. Pense e reflita bastante nisto.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

AS NOVAS TECNOLOGIAS – 4º motivo

 Do tempo dos mensageiros que galopavam dias, meses e anos para entregar um simples aviso, uma ordem ou correspondência até os dias de hoje onde a comunicação é imediata, muita coisa aconteceu. 


O homem inventou o rádio, o cinema, a televisão, os computadores e chegou à Lua. A vontade de conquistar o tempo e o espaço levou os humanos a uma era das mais complexas: a era da tecnologia.

Mas não parou por aí. Como nunca está contente com suas conquistas, inventa sempre mais alguma coisa, seja tornando essas conquistas com maior alcance ou para tornar o que já era prático, mais prático ainda. É evidente que toda essa tecnologia nos ajudou e continua nos ajudando bastante, seja na educação, no trabalho, nos saberes pessoais e na melhoria da qualidade de vida de cada um de nós e das sociedades em geral.

Mas sempre é uma “faca de dois gumes”. E se traz benefícios, traz também malefícios, tanto para as pessoas quanto para a sociedade. E é preciso que reflitamos um pouco sobre isso.


1- OS BENEFÍCIOS

Sem dúvida alguma, as novas tecnologias nos trouxeram inúmeras vantagens. Por exemplo, foi possível tratar da água que bebemos, tratar os esgotos e coletar e beneficiar o lixo impedindo a incidência de inúmeras doenças.

tratamento de água

As inovações destinadas às viagens espaciais contribuíram com inúmeros avanços na Medicina, criando-se novos aparelhos, cada vez mais sofisticados e potentes, para o diagnóstico de doenças que eram consideradas incuráveis. O mesmo ocorreu com os aparelhos e procedimentos cirúrgicos tornando-se menos invasivos. Permitiu ainda fazer novas pesquisas, remédios e vacinas que diminuíram acentuadamente a taxa de mortalidade, como a vacina do HPV, da gripe. E em exames laboratoriais, que permitiu a descoberta de que a “Zica”, até então de origem desconhecida, estava provocando o recente surto de microcefalia e outras complicações, bem como os efeitos da “Chicungunya”, e que ambas as transmissões dessas doenças eram feitas pelo mosquito “aedes egypts”.

cirurgia monitorada por computador

Outro benefício na Medicina trazido pelo avanço tecnológico, foi a descoberta e uso das células-tronco capazes de regenerar áreas que antes era impossível que isso acontecesse. Embora seja um estudo e suas discussões sejam polêmicas, eles continuam a todo vapor, pois os cientistas acreditam que em breve um tratamento simples com estas células, poderão vir a substituir uma série de transplantes de órgãos.

Na Neurociência, as novas tecnologias permitiram mapear o cérebro e descobrir neuroplasticidade as células cerebrais (neurônios), ou seja, que novas células se formam e criam novas conecções neuronais para substituir os neurônios que foram lesados ou que morreram.


Outra descoberta importante, foi o uso dos jogos de vídeo-games no tratamento e reabilitação de pessoas que precisam fazer fisioterapia. O uso das novas tecnologias permite a inclusão de pessoas deficientes (de todos os tipos) seja na escola como no trabalho através de softwares apropriados para cada caso. A Internet permite que se faça compras e pagamento de contas on-line, assistir a filmes, novelas e shows em tempo real, ler notícias, aprender coisas fazendo pesquisas sobre todos os assuntos e leituras pelo computador ou pelo próprio celular.

2- OS MALEFÍCIOS


Mas se há coisas boas, há também coisas ruins resultantes das novas tecnologias. Para as pessoas, o ruim é o vício da Internet, o estresse tecnológico, a depressão, a ansiedade, a dificuldade de se manter concentrado nos estudos e no trabalho (preocupados em ler e ver as informações das redes sociais, sites, e-mails e watsap) e o de não se enxergar sua própria individualidade. Já quanto aos jogos de vídeo-game durante muito tempo pode provocar lesões por esforço repetitivo do uso do mouse ou touch nas mãos, cotovelos, braços, pernas e provocar lesões oculares. 

nano-partículas

A exposição aos aparelhos de multimídia (com som muito alto por muito tempo) pode provocar perda da audição. E também problemas na coluna vertebral por descuido com a postura. Além disso, outros problemas de menor intensidade, cujas consequências só aparecerão mais tarde devido as “nano-partículas” emitidas pelo computador, tais como: cansaço, fadiga, irritações oculares, problemas respiratórios e dores de cabeça.

As nano-partículas podem ainda provocar danos celulares causando erros ou mudanças genéticas, consequentemente, deixar as pessoas doentes.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

CONHECENDO MAIS SOBRE BULLYING

Vamos conhecer um pouco mais sobre esta manifestação onde crianças, jovens adolescentes e adultos atingem outros, constituindo uma das formas mais cruéis que existe, seja de forma direta ou indireta.


O bullying direto é a forma mais comum. É praticado em maior número pelos meninos. As meninas também os praticam, porém, em menor quantidade. Geralmente, escolhem suas vítimas entre os mais vulneráveis, os mais mansos e pacíficos e não dão a eles o direito da defesa. E quando tentam, a represália é maior.

Já o bullying indireto é mais praticado pelas meninas do que pelos meninos. Neste tipo de agressão, mais moral que física, o objetivo é isolar socialmente a sua vítima. Em ambos os casos, as vítimas temem seus agressores ou agressoras, seja pelas ameaças que lhes são feitas ou pela violência física, moral, sexual ou pela perda dos meios para sua sobrevivência.

Os agressores são pessoas de pouca empatia. Independem da classe social a que pertencem, embora quase todos provenham de famílias desestruturadas, onde o relacionamento afetivo é precário ou escasso. São pessoas que de alguma forma convivem agressividade e a violência ou se submetem a ela na família e em outros grupos. Assim, aprendem que tudo deve ser conseguido pela força.



O BULLYING E A LEI


Praticar bullying em qualquer lugar fere os princípios constitucionais e ferem o Código Civil. Quem o pratica está sujeito aos rigores da lei, porque fere a dignidade das pessoas. Portanto, é um ato ilícito, ou seja, é CRIME.

Os responsáveis diretos (maiores de idade) e os pais de crianças e adolescentes (menores de idade) que praticam o bullying, podem ser responsabilizados criminalmente.  Da mesma forma, as escolas que deixam de tomar as necessárias medidas preventivas para evitar que o bullying aconteça também são responsabilizados criminalmente e podem denunciados através do Código de Defesa do Consumidor, pois a escola é um estabelecimento de prestação de serviços aos consumidores. E se condenados pela Justiça, devem arcar com todos os custos pelos quais a vítima ou as vítimas devem passar para se recuperarem.

A JUSTIÇA ESTÁ DE OLHO.


É dever de todos os brasileiros saberem que a Justiça Brasileira está atenta e é bastante rigorosa nessa questão.




sábado, 3 de junho de 2017

OS AMIGOS, o 3º motivo

Os adolescentes estão sempre formando grupos na escola ou nas ruas. E quando os adolescentes se isolam por um tempo mais longos que uma semana, há problemas no ar. Isto porque fazer parte desses grupos é uma questão do desenvolvimento humano sadio e ninguém foge disto. 


Muitos pais se sentem incomodados com essa participando grupal e tentam evitar a todo custo. E, logicamente, sem sucesso. Isto ocorre porque os pais tiveram nessa idade experiências amargas ou já esqueceram do que é ser adolescente, ou das necessidades deles. Mas a justificativa desses pais é sempre a mesma: querem protegê-los. Ter amigos é bom, como já dissemos na postagem anterior, porque sempre é um aprendizado. E sempre é uma identificação.

Os jovens se agrupam por afinidade. Simpatizam com alguns companheiros, querem ser como eles e terem o que eles têm no sentido de prestígio, status, ideais, forma de pensamentos entre outros motivos. Mas também há os que se agrupam por conveniência. Querem estar sempre perto de quem sabe mais, de quem pode ajudá-los em trabalhos escolares, de quem tem mais dinheiro, procurando sempre tirar alguma vantagem da situação. E isto independe de serem do sexo feminino ou masculino. Há em cada grupo um líder. E quando o líder é positivo, todo o grupo cresce, se ajudam entre si e todos ficam felizes.

Mas se o líder for do tipo negativo, o grupo todo perde, mesmo que em muitas situações, pareça ganhar. Neste caso, o líder acaba explorando seus companheiros. E a ordem do líder deve ser cumprida à risca. E basta que o líder tenha uma desavença qualquer ou sinta-se superior a alguém, para que o grupo inteiro se volte contra essa pessoa, porque são manipulados pelo “chefe”.  É daí que surgem as brigas, as zoações pejorativas, as fofocas indecentes, as brincadeiras de mau gosto e o bulliyng.


Bully (em inglês) é o mesmo que valentão (em Português). E trata-se de uma atitude (verbal ou física) agressiva, intencional, repetitiva, sem motivação concreta e clara, mas que causa sofrimento e dor em quem recebe essas atitudes. O objetivo destes valentões é intimidar ou agredir verbal ou fisicamente alguém, sem que este tenha a possibilidade de se defender.


O bulliyng é um problema mundial e ocorre por qualquer pretexto: por ser gordo ou magro, ser inteligente ou ter mais dificuldade em determinada disciplina escolar, por ser rico ou pobre, pela forma como se veste, pela cor da pele, por apresentarem algum problema (como, por exemplo, o uso de óculos), por terem uma deficiência física ou intelectual, por serem mais tímidos que os demais, por serem mais pacíficos dentre outras causas que nem imaginamos.



Normalmente, a vítima do bulliyng  teme o agressor ou agressores e evita contar para os adultos. com medo de represálias. Por outro lado, as testemunhas oculares dessas agressões também são jovens ou crianças que, temendo que o mesmo lhes aconteça, também se calam. Os tais valentões jamais praticam essas agressões na frente de adultos qe tenham certa autoridade sobre o grupo.


O bulliyng não acontece apenas na escola. Aparece também nas famílias, nas escolas de Ensino Médio e Superior, no local de trabalho ou entre vizinhos.

Geralmente, as vítimas do bulliyng (se medidas urgentes não forem tomadas) tornam-se adultos depressivos, com autoestima e autoconfiança baixas, medrosas e ansiosas, com sentimentos negativos, incapazes de confiar nos outros, com problemas de relacionamento, terem comportamentos agressivos e problemas para enfrentarem a vida. Em casos mais graves, aumenta a chance de crianças e adolescentes cometerem suicídio.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

2º motivo: A ESCOLA



A escola é uma instituição antiga e vive de uma burocracia conservadora, cristalizada e institucionalizada. Sua modernização é difícil, resistindo a toda e qualquer mudança. É verdade que a escola, como instituição, adotou a introdução das novas tecnologias, experimentou novos métodos, tem contratado pessoal especializado. Mas, e a essência? O sentido filosófico da educação? Onde está base fundamental? Isto não mudou. Continua sendo burocrática, com aulas centrada no professor e estritamente expositivas, avalia por provas e notas e iguala a todos (deficientes intelectuais, os alunos com dificuldades de aprendizagem e os chamados “alunos normais”) no mesmo patamar.

Infelizmente, a escola ainda não percebe que todo seu corpo discente é diferente uns dos outros e desconsidera as habilidades de cada um apesar dos avanços da neurociência. E com isto, mais exclui do que inclui.

A novidade do momento são as escolas inclusivas. Incluir é aceitar entre os alunos os deficientes de todos os tipos. E isto ela tem feito por força da lei. Há bem da verdade, muito a contragosto. Mas depois de incluídos, o que vem a seguir? Deveria ser a INSERÇÃO, que nada mais é, fazer essas pessoas como parte da turma com planejamento, currículo e atividades adequados a cada caso. E isto não está sendo feito.

Mas, apesar de tudo, é o lugar preferido dos alunos, especialmente dos jovens. Lá encontram seus pares de mesma idade, fazem amizades, agrupam-se, vivenciam experiência positivas e negativas, adquirem uma certa liberdade de ação que não encontram na família. E com eles aprendem e se divertem ao mesmo tempo.
Durante suas conversas falam um pouco de tudo: de seus problemas pessoais e familiares, fazem fofocas dos colegas e amigos, brincam uns com os outros, bagunçam em grupos e percebem que não estão sós no mundo. Entendem que os amigos e colegas passam pelos mesmos problemas que eles passam.

Percebem também que são diferentes uns dos outros: uns mais expansivos, outros são menos ou mais extrovertidos, que uns preferem guardar seus segredos para si mesmos e outros que mal chegam e já vão falando. Uns gostam de “bagunçar” enquanto outros preferem os estudos. Uns tem objetivos claros para o futuro enquanto outros, nem sabem o que querem. Uns já tem seus pontos de vistas formados enquanto outros nem sonham com isso.

Os adolescentes não gostam de serem tratados como crianças, que já não são, nem como adultos, que ainda não são. Será que a escola entende isto?

A adolescência é uma época única na vida de cada um. Uma época de muitas dúvidas e incertezas em oposição com certas certezas e autossuficiência. Uma época extremada da vida, do tudo ou nada. Tudo vivido com muita intensidade. Por isso, estão profundamente tristes num momento para no seguinte, estarem extremamente alegres e felizes. Gostam de se isolar dos familiares, mas preferem os grupos de colegas e amigos.

Curtem as tecnologias e as manejam como ninguém. Muitas vezes, até abusam do uso delas e sentem-se poderosos.

Mas também são cruéis entre eles. Falam face a face o que pensam e o que sentem uns dos outros. Criticam os outros com facilidade e não gostam quando são criticados pelos colegas.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

COM SUA LICENÇA

Devo explicar a interrupção do tema que vínhamos tratando sobre o trabalho e sua implicação na vida dos jovens. Há semanas venho querendo abordar um novo assunto que, como educadora e terapeuta, não posso e não quero me omitir.

Há uma série na Netflix, chamada“13 Reasons Whay”. Acredito que a maioria de vocês já tenha assistido. É um filme triste, realista e que mexe com a gente. O filme conta a história de Hannah Baker, uma bela, simpática, estudiosa e inteligente jovem de 16 anos, que cursava o Ensino Médio, nos Estados Unidos. Uma garota que tinha um futuro todinho a sua espera e que poderia ser brilhante. No entanto, Hannah dá cabo de sua própria vida como uma forma de amenizar a dor e a angústia que vivenciava. Mas não é do filme que quero discutir com vocês. 

Quero tratar dos motivos que leva um jovem a praticar tal ato: como a família, a escola, os amigos, a sociedade em geral.

A FAMÍLIA




Todos sabemos que, quando nascemos, já estamos inseridos e inclusos num grupo social que é a família. E cabe a esse grupo a difícil tarefa de nos educar. Entende-se “educação familiar” como um preparo para a vida, tornando os filhos fortes o suficiente para que possam superar sozinhos as inúmeras dificuldades que a vida impõe. E para isso, é preciso educar não só os comportamentos como o seu emocional para enfrentarem sucessos e fracassos. Frustrar os filhos de vez em quando é um bom exercício educativo.




Mas há famílias que entendem que as frustrações deixam seus filhos tristes e vulneráveis. Por isso, fazem de tudo para agradá-los. Dão tudo o que querem, fazem coisas por eles, para eles e no lugar deles. Muitas vezes, até falam por eles. Este é o modelo educativo baseado na superproteção, que não deixa de ser um modelo antinatural. Geralmente é escolhido por pais inseguros e que veem na dependência do filho, a sua imagem e semelhança.

Cada pessoa tem sua individualidade. E a superproteção impede que o filho conquiste sua autonomia. Já repararam como as crianças ficam com um brilho a mais nos olhos quando fazem algo sozinhas? É esse olhar brilhante que nos permite observar se estamos educando direito.


Há famílias que terceirizam a tarefa de educar. São aquelas que deixam a educação dos filhos na mão de uma terceira pessoa (avós, tios, babás, irmãos mais velhos...). São os filhos de pais ausentes, que curtem os filhos apenas nos bons momentos e por um breve período de tempo. Estes pais, sempre muito ocupados por inúmeros compromissos de trabalho ou sociais, não conhecem intimamente seus próprios filhos. Não sabem quando estão tristes, infelizes, não cuidam deles num momento de doença, não sabem do que gostam, do que detestam e muito menos do que sentem. Não os observam, nem prestam atenção neles, preferindo que estejam longe de suas vistas. São pais que gostam mais de si mesmos e preferem “comprar” o amor e carinho dos filhos enchendo-os de presentes (geralmente caros). Nunca vão á reuniões, apresentações e festas escolares. Os filhos estão sempre sozinhos (distante dos pais). E reclamam, enciumados, porque os filhos gostam mais da pessoa que o educa. E alguns, nem se importam com isso.

Há ainda famílias que buscam certos modelos educativos vistos e entendidos como patológicos, como o relacionamento simbiótico ou a rejeição declarada.


No relacionamento simbiótico, os filhos são vistos como uma extensão dos pais. Não admitem que os filhos possuem suas próprias características, desejos e necessidades, ou seja, não possuem individualidade. Para estes pais, os filhos gostam do que eles gostam, querem o que eles querem, sentem o que eles sentem.

                                               Já descobriu a ovelha negra?

Já na rejeição declarada um dos filhos é escolhido para ser a “ovelha negra da família”. Geralmente é aquela criança que se rebela diante do controle dos pais. Retruca sobre as ordens dadas e apronta mesmo sabendo que não deve fazer alguma coisa.  Por causa disso, tudo o que acontece de forma desagradável a culpa sempre recai sobre ele, mesmo que tenha sido outra pessoa que fez algo de errado. E inconformado com a bronca (ou surra) repete o feito para provocar nova situação.

Não digo que nestes modelos, não haja amor por parte dos pais, nem daqueles abandonos por necessidade financeira em que os pais precisam deixá-los sozinhos ou com os irmãos, para buscarem o sustento. Eles amam os filhos, sim. Mas do seu jeito. Imaginem estas crianças convivendo com estes comportamentos paternos cotidianamente por 15 ou 16 anos a fio? E será que os filhos entendem esse jeito de amar? Como você se sentiria se fosse você?


Carência afetiva

Isto sem contar com a rejeição total. São aquelas que abandonadas ao nascer ou depois de maiorzinhas, que convivem em abrigos ou nas ruas. Estes vivem como podem e seus modelos educativos geralmente são os de outras pessoas e que nem sempre são os melhores exemplos a seguir. Ou, se estão numa família, a rejeição acontece por terem pais que fazem uso de álcool, de drogas pesadas ou por querem se livrar de uma situação complicada. Este é o único modelo educativo em que o amor não existe.

Costumamos ouvir dos psicólogos, que as crianças são emocionalmente mais fortes do que imaginamos. Muitas sobrevivem a tudo isto e se mantém emocionalmente estáveis com uma coragem de dar inveja. Mas nem todos são assim. Geralmente são crianças emocionalmente frágeis, depressivas, instáveis, irritadiças e sentem muita dor emocional porque as frustrações e a infelicidade transformam-se uma dor na alma que se reflete no corpo. E, se sobrevivem na infância, na adolescência ainda fica tudo pior, com novos problemas que se somam a estes, como as mudanças físicas do corpo, as mudanças hormonais e as mudanças psicológicas da idade. E, por isso, entram nas estatísticas como alto nível de risco.

domingo, 16 de abril de 2017

A DIFÍCIL ESCOLHA DA PROFISSÃO


Ao final do Ensino Médio, muitos jovens ficam ansiosos prestar o vestibular e entrar para uma das tantas Universidades e Faculdades existentes. É uma época difícil na vida desses jovens, porque deverão escolher o rumo de suas vidas, ou seja, a escolha de sua futura profissão.

Antigamente, essa escolha eram os pais quem decidiam a profissão dos filhos. Era como se fosse algo herdado, uma continuidade de um negócio ou de uma carreira familiar que durava por gerações. Se o pai fosse médico ou advogado os filhos também seriam. O mesmo acontecia fosse um negociante ou lavrador. Não importava se o filho queria optar por outro segmento profissional. Era assim e pronto. Sem dúvidas e incertezas.


Ainda bem que hoje em dia já não é mais assim. Uma boa parte dos jovens que estão terminando o Ensino Médio já sabem o que querem ser na vida. Mas isto não acontece com todos os jovens. Outra parte nem se decidiu sobre o que pretende fazer profissionalmente. Uma parte menor estão indecisos entre duas ou três profissões e não conseguem se decidir por uma. Mas não podemos criticá-los. Escolher uma carreira profissional aos 17 ou 18 anos de idade, não é uma tarefa fácil.  E nas últimas décadas tem ficado mais difícil ainda.

Essa indecisão se deve a alguns fatores importantes: a questão econômica, a área de interesse, aceitação social e o mercado de trabalho. 


A questão econômica é a que mais traz dúvida se incertezas aos jovens. Muitos querem ajudar suas famílias e, por isso mesmo, ficam em dúvida sobre a profissão que lhes traga um retorno financeiro mais rápido.


O segundo item é a área de interesse. Um jovem pode ter interesse em música ou artes, mas por problemas de ordem financeira podem optar por construir uma profissão que lhe traga o retorno esperado, mas que não lhe traz o prazer desejado.


A escolha profissional pretendida tem que ser aceita pela sociedade. Ou seja, o jovem deve escolher uma profissão que agrade a si mesmo, a família, seu círculo de amigos e a sociedade em geral. Isto significa, que a profissão pela qual se decidiu deve lhe trazer algum status social.

Muitas vezes, a profissão escolhida está com o mercado de trabalho saturado de profissionais. Arranjar um emprego nessa área fica cada vez mais difícil por causa da concorrência. Dessa forma, se o ramo escolhido estiver saturado ele precisará lutar muito para obter o retorno rápido que deseja.

E é, por causa desses fatores, que os jovens ficam ansiosos, indecisos e angustiados. Por outro lado, também enfrentam alguns preconceitos da sociedade e do mercado de trabalho. Uma delas é o renome da Faculdade ou da Universidade que pretende se escrever. Quem estuda na USP (Universidade de São Paulo), na Unicamp (Universidade de Campinas), Universidade Mackenzie), por exemplo, é admirado por todos. No entanto, aqueles que cursam em faculdades menos conhecidas são vistos com desconfiança quanto a sua capacidade. E isto não tem nada a ver, pois quem faz a capacidade é o aluno e não a faculdade.

Supondo que um aluno entre na USP e não entregue os trabalhos pedidos, que lê com atraso os textos pedidos e outro aluno que curse uma Universidade desconhecida, mas entrega tudo no prazo, que estude dia e noite e saiba mais que o aluno da USP, responda: qual deles será o mais capaz de desempenhar melhor a profissão? Mas infelizmente, não é assim que funciona. O nome das Universidades ainda possui grande peso. Por outro lado, as profissões mais admiradas pela sociedade são aquelas que ela julga serem mais “difíceis”, como Medicina e Direito, por exemplo.


Além da ansiedade, tem também a dúvida. E se perguntam: Dará certo?  É isso mesmo o que quero fazer na vida? E se não der certo? E se eu não gostar de tal profissão, terei de aguentá-la para sempre.

É preciso que se diga a esses jovens que nada é definitivo nesta vida. Dar certo ou não depende do esforço e do empenho de cada um. Que nesta idade, as dúvidas são constantes para todo mundo. E se pensar numa carreira e durante o curso superior não gostar, pode mudar de curso numa boa. E mesmo depois de formado, também pode mudar de profissão dentro da área escolhida ou escolher uma outra profissão totalmente diferente. Ele ou ela não será a primeira nem a última pessoa a fazer essas mudanças. Explicando dessa forma, os jovens se sentirão mais compreendidos e menos ansiosos.

No entanto, a sociedade e principalmente os parentes mais próximos (pais, tios avós) cobram muito. E em vez de cobrar, devem apoiar as escolhas e as decisões dos jovens.


Ficamos por aqui. Até a próxima postagem.