OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

sábado, 6 de outubro de 2012

O ADOLESCENTE E O ÁLCOOL


Os noticiários divulgam diariamente que os adolescentes estão, cada vez mais, fazendo uso de bebidas alcoólicas. Como pais, as notícias nos assustam e nos deixam preocupados com os índices estatísticos sempre crescentes. E o que estamos fazendo a esse respeito?

Infelizmente, damos preferência à questão das drogas e deixamos a questão do álcool para segundo plano. Não é raro que muitos pais acreditam que a ingestão de bebidas é menos prejudicial que as drogas. Engano cruel. 

Se analisarmos friamente, ambos causam uma dependência nefasta e com consequências desastrosas na vida de nossos jovens.

O alcoolismo não é apenas um vício. Mas, uma doença que atinge homens e mulheres e em qualquer idade. Desenvolvem essa doença com mais facilidade, os filhos de alcoólatras, por terem sido gerados sob os efeitos dessas bebidas. Isto porque já trazem no corpo genes modificados e sensíveis aos efeitos do álcool.
Mas, o alcoolismo também pode ser induzido. Com a desculpa de que uma criança pode vir a ”adoecer de vontade”, pequenos goles são oferecidos a elas. Um golinho aqui, outro ali e os pequenos vão se acostumando com o gosto e os feitos que a bebida proporciona. Aos poucos, acostumam-se e passam a gostar, a querer mais e a experimentar bebidas mais fortes. E, se já trazem a sensibilidade ou predisposição ao alcoolismo, a dependência será mais facilmente instalada.
Na adolescência é época em que os adolescentes gostam de experimentar uma porção de coisas, de misturar sabores e verificar o que acontece. Por outro lado, muitos pais acreditam que, nesta idade, tudo é permitido. Afinal, estão crescidos e, em pouco tempo, serão adultos e precisam aprender a beber socialmente. Mais um terrível engano.

Mesmo longe das vistas dos pais, os adolescentes experimentam bebidas alcoólicas. Oportunidades não lhes faltam. Pode ser numa festa na casa dos amigos, nas baladas, nos barezinhos da moda ou no boteco da esquina. Pior que isso, muitos adolescentes compram ou pegam de suas próprias residências.
Mas, infelizmente, muitos jovens não bebem só à guiza de experimentação. Muitos adolescentes bebem porque gostam dos efeitos que as bebidas proporcionam. As bebidas alcoólicas possuem um efeito relaxante. E sob seus efeitos tornam-se mais falantes, mais audazes, desinibidos, mais sociáveis e mais confiantes em si mesmos.

Outros, porque desejam ser aceitos pelo grupo. E por imitação ou por pressão do grupo, entram “na onda”, mesmo que não concordem com esta atitude.
Outros bebem para fugir de problemas e crises familiares. Jovens cujos pais vivem em constantes crises conjugais, reprimidos ou excessivamente liberados, mais criticados do que elogiados, comparados com outros irmãos ou pessoas do convívio familiar, culpabilizados por todas as mazelas familiares ou por não se sentirem capazes de atender aos anseios e expectativas dos pais, fazem do álcool sua tábua de salvação. Passado o efeito alcoólico, os problemas retornam. E para voltarem a esquecer, novas doses são ingeridas.

Muitos pais imaginam que este assunto não precisa ser discutido. Afinal, estão adquirindo certa independência e já são responsáveis por suas vidas. Outro engano. Sair e voltar de madrugada, dirigir automóvel, frequentar baladas, ter boas notas no colégio, nem sempre é sinal de maturidade. Por isso, necessitam de regras, limites e orientação.

E essa orientação deve começar cedo, assim que possam compreender. Devem ser alertados sobre tudo: das coisas boas e dos perigos e suas consequências. Por isto, não devem existir assuntos proibidos entre pais e filhos.

O fato de o adolescente não ingerir bebidas alcoólicas não impede a orientação dos pais sobre o assunto. O diálogo franco e aberto funciona como alerta e como censura pessoal impedindo que “caiam em tentação” por ignorância e por omissão dos pais.

A tarefa dos pais é a de educar.  E educar significa informar e orientar. 

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