OBJETIVO DO BLOG

Este blog tem por objetivo orientar os pais que possuem filhos entrando ou vivenciando a adolescência. De orientar também os professores que lidam com eles diariamente,para que possam compreender suas dificuldades e ajudá-los ainda mais, pois, esta é uma fase complicada na vida dos jovens e, muitos pais e professores não sabem como agir diante de certas atitudes desses jovens. Pais e professores encontrarão aqui informações de médicos, psicólogos e teóricos sobre a educação dos adolescentes.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

POR QUE TANTA A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES?

Todas as vezes que ouço uma violência contra meninas, moças ou mulheres me pergunto o porquê as mulheres são sempre as vítimas? Talvez, você também se pergunte. E nem sempre obtemos respostas. Por essa razão resolvi investigar. E as respostas que sempre procurei as encontrei na história. E por isso quero compartilhar com vocês, para conhecer, compreender e combatê-la.

A MULHER NA ERA PRIMITIVA


Desde a era mais primitiva, aquela dos primeiros hominídeos, não haviam vínculos afetivos entre eles. Machos e fêmeas agiam por instinto. E como animais no cio, os machos cobriam as fêmeas próxima por serem mais fracas diante deles. O que valia era a lei do mais forte. Copulavam apenas para necessidade (instinto). Depois do ato consumado, cada um seguia seu caminho.



Depois de milênios de evolução, descobrem que o grupo era importante porque facilitava o trabalho e a manutenção da sobrevivência. É quando surge o sentido de grupo e em seguida, o sentido de família. Tudo era muito simples, com papéis definidos para os homens e mulheres.

Cabia aos homens: a “atividade da caça” para alimentar a mulher e os filhos e, a “proteção do espaço”. Nestas atividades os homens arriscavam a vida enfrentando animais selvagens e os inimigos. No entanto, precisaram desenvolver: a) o senso de direção para localizar a caça e leva-la para casa e, b) a pontaria, para atingir a presa parada ou em movimento. Era só isto o que todos do grupo ou da família esperavam do homem. Nascia ali, a ideia do provedor e protetor do grupo.


No entanto, cabia a mulher: a procriação e o cuidado da prole. Ter filhos era considerado como um ato sagrado. E como os filhos quando pequenos precisavam de muitos cuidados, cabia às mulheres esses cuidados. Assim, as mulheres passavam o dia cuidando de seus rebentos e se relacionando com outras mulheres.
Quando a caça começava a rarear, os homens precisavam ir mais longe e muitas vezes, ficavam fora vários dias. 



Cabia então ás mulheres, encontrar sementes e frutos nas redondezas para alimentar os filhos maiores e a si mesma. Por isso, também tiveram que evoluir e adquirir certas habilidades como: a) identificar sinais de aproximação de algum perigo; b) aprimorar o senso de direção a curta distância, c) orientar-se por pequenos sinais da paisagem para encontrar o caminho de volta. Os cuidados maternais fizeram com as mulheres desenvolvessem uma sensibilidade especial: a de identificar pequenas mudanças comportamentais e na aparência no de crianças e adultos.


Nesse período da história, os homens ficavam satisfeitos quando a mulher reconhecia seus esforços para trazer a comida. E elas ficavam satisfeitas quando os companheiros reconheciam os cuidados dispensados aos filhos e aos outros. O grupo também ficava satisfeito porque cada um cumpria seus deveres. E como esses grupos eram nômades, nada mais havia para fazerem.

domingo, 28 de janeiro de 2018

VIOLÊNCIA CONJUGAL

Na violência conjugal, homens e mulheres também são vítimas e/ou agressores.


Homens vítimas são minoria, mas não se pode negar que existam casos de mulheres dominadoras e são raríssimos os casos denunciados. Porém, em mais de 90% dos casos, as mulheres com idade que variam de 15 a 44 anos são as vítimas. Nesta estatística fica claro que não importa a classe social, raça, idade, etnia ou nível de escolaridade para que as agressões aconteçam.


Os motivos da agressão contra as mulheres são variados: necessidade de mostrar-se poderoso, autoritarismo, alcoolismo, uso abusivo de drogas, agressividade mal controlada, crueldade etc. As atitudes agressivas vão desde os xingamentos e espancamentos até os assassinatos (os atuais feminicídios). Porém, em todos os casos, o intuito é a dominação do “mais forte sobre o mais fraco” com requintes de perversidade.


De todas as formas de violência contra as mulheres, o espancamento é a forma mais grave, porque deixa marcas visíveis e invisíveis minando a baixa autoestima e autoconfiança, causando ansiedade social e generalizada, depressão, sintomas de estresse pós-traumático, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias e a apresentar risco de suicídio porque atinge e deixa marcas profundas nos aspectos psicológicos, morais e emocionais da mulher. As mulheres ficam enfraquecidas em seu papel social prejudicam também a saúde emocional dos filhos, que assistem e convivem com essas as cenas agressivas.

Por consequência, resulta num aumento dos índices de violência social.  A maioria dos homens e mulheres agressores são frutos de famílias em que existe a violência conjugal. Quando crianças aprendem pelo exemplo, assistindo as atitudes de seus genitores, ou seja, pelas agressões do dominante e as reações de suas vítimas. 


Essas atitudes distorcem os sentimentos dos meninos sobre o que eles conhecem como amor, respeito e compaixão. Acreditam que amar é espancar, dominar, judiar etc. E repetem quando são adultos. Para as meninas, filhas de mulheres constantemente agredidas, também é danoso. Ao verem suas mães serem agredidas e permanecerem caladas, sentem que este é o caminho que devem percorrer diante de seus maridos. Por isso, sentem medo, não reagem e submetem-se a toda espécie de violência, porque acreditam que a vida é assim e essa é a forma de se comportarem.

A sociedade costuma dizer que essas moças ou mulheres “não tiveram sorte no casamento”. Isto não é verdade. O que acontece, é que diante de suas vivências e pelo exemplo dado por suas mães (de se calar diante das agressões e aguentar toda sorte de investidas), as faz procurar parceiros agressivos (semelhante aos pais) em seus relacionamentos, repetindo assim o padrão da violência conjugal.  É uma atitude inconsciente, segundo afirmas muitas teorias da Psicologia.

Por outro lado, muitas mulheres confundem as chamadas “obrigações sexuais”. Por dessas “obrigações”, entendem que precisam ceder a tudo e a todo momento que o marido ou companheiro deseja, mesmo que depois sintam-se desconfortáveis.


Toda relação sexual sempre deve ser consentida, ou seja, os parceiros devem querer realizar o ato sexual. Com o consentimento de ambos é uma relação prazerosa e faz com ambos fiquem felizes. 

No entanto, há circunstâncias em que as mulheres estão sendo abusadas sexualmente ou estupradas e não se dão conta disso. Acreditamos ou queremos acreditar que estas coisas ocorrem apenas quando somos forçadas por estranhos e que jamais acontecem com a pessoa que amamos. Isto ocorre porque a coerção é velada, discreta e sem violência física, mas que deixam as mulheres constrangidas e infelizes. E é muito mais comum do que se pode imaginar.

Sempre que uma mulher não estiver a fim da relação sexual, o marido ou companheiro deve respeitar essa decisão. No entanto, se ele não aceita essa decisão e força (insiste) de alguma forma (mesmo que corriqueira ou parecendo ocasional), e fazendo com que a mulher ceda, mesmo se sentindo desconfortável, configura-se como abuso sexual. Já quando cobra a tal “obrigação conjugal ou quando parte para a penetração sem aviso (carícias preliminares)”, configura-se como estupro.


Outro tipo de situação com coerção velada é o abuso psicológico. Configura-se por ressaltar seus “defeitos” ou proferindo palavras desairosas sobre a sexualidade dela (pressão verbal) antes ou no momento da relação, inibindo com essas palavras o desejo sexual feminino ou fazendo com que as mulheres se sintam amedrontadas e culpadas, cedendo aos desejos sexuais do companheiro. Fazem parte ainda dos abusos psicológicos dentro ou fora do casamento: os espancamentos, insultos, acusação de infidelidade, a acusação ou a comparação do amor (sendo o dela menor do que o que ele sente por ela), humilhações, rejeição e isolamento.

Fora do casamento, a coerção sexual também existe, seja induzindo, pressionando, ameaçando ou intimidando a mulher a praticar o ato sexual contra a sua vontade, a qualquer momento e em lugar (rua, carro ônibus, trabalho etc).  As ações coercitivas, neste caso, podem ser: a molestação, a pressão verbal, a penetração forçada ou sob ameaças.

Há ainda formas organizadas e com feição criminosa, como por exemplo o tráfico e a exploração sexual de mulheres, configurando-se como coersão.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A VIOLÊNCIA JUVENIL

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os jovens na faixa dos 10 aos 29 anos, são maltratados em casa ou nas ruas no mundo inteiro. As agressões contra eles são constantes e devido a agressões verbais, por bullying, brigas com contato físico, abuso alcoólico, uso de drogas proibidas, assédio e/ou abuso sexual e por homicídios.


Nessa faixa etária, os rapazes são a maioria. Corresponde a 41% da população jovem mundial, ou seja, mais ou menos 250 mil jovens são vítimas de agressões constantemente. 40% dessas vítimas, acabam hospitalizadas por ferimentos graves. E os números e percentuais aumentam quando esses jovens são de países pouco desenvolvidos e provenientes das classes mais pobres e beiram a cifras alarmantes. 

E não estamos falando de conflitos, revoluções ou guerras. Nos países subdesenvolvidos, os governos tendem a não se preocuparem com as estatísticas e, por essa razão não agem de modo eficaz ou não desenvolvem programas de combate à violência.


Rapazes e moças são agredidos sexualmente. As vítimas consideram-se culpadas ou envergonhadas. E por essa razão não formalizam denúncias, o que colabora para que as estatísticas não sejam confiáveis.


Quanto ao abuso sexual na juventude, moças, gays e transgêneros são vítimas em maior quantidade. Com relação aos rapazes vítimas de abuso sexual, a divulgação é muito pequena. Não porque esses casos não existam. Ao contrário, são inúmeros. Mas, o silêncio entre os jovens que vivenciam essas ocorrências é muito grande, dando a impressão para a sociedade de que esses fatos não ocorrem.


Um outro problema que acontece com as jovenzinhas é a iniciação sexual. Na adolescência, as mocinhas sonham e se preparam para a primeira vez. Assim, para elas, este fato é sempre algo muito significativo. Porém, nem se sempre isso se dá como nos seus sonhos. Para algumas acontece de forma traumática, quando essa iniciação se dá de modo forçado por amigos, namorados ou parentes. Para muitas outras, ainda não era o momento.

O que estudos tem revelado é que "a experiência de ser penetrado a força é traumática, tanto para meninos quanto para as meninas". E sendo um ou outro é preciso que esse ato seja denunciado para que as autoridades possam livrar delas outras pessoas e punir os agressores.



JOVENS, 


É PRECISO DENUNCIAR QUALQUER TIPO DE ABUSO QUE SOFRER. 

SE O AGRESSOR (seja ele quem for) NÃO FOR DENUNCIADO, REPETIRÁ 

MALDADE OUTRAS VEZES E COM OUTROS JOVENS IGUAIS A VOCÊ.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

OS MAUS-TRATOS INFANTIS 2

Chamamos de trabalho infantil toda e qualquer forma de tarefa que envolve a mão-de-obra remunerada de crianças e de adolescentes. Você deve estar se perguntando por que tratar deste assunto neste momento, não é mesmo?

Vejamos: Se considerarmos que quando uma criança trabalha quem lucra são os adultos (pais ou empregadores) e, portanto, é exploração. Logo, a exploração é uma das formas com que a violência se apresenta. Você não se sentiria violentado se fosse explorado? Por outro lado, todas as crianças têm o direito de estudar e brincar assegurado por lei. E se não forem respeitados, é negligência. E como já sabemos a negligência é violência. Um terceiro quesito é que, dependendo do tipo de trabalho que crianças e adolescentes executam, este trabalho pode colocar em risco a integridade física deles. Logo, não é nenhum absurdo tratar deste assunto e neste momento.


Várias são as causas do trabalho infantil: a pobreza e a baixa renda das famílias; a baixa escolaridade dos pais; o número alto de filhos; a má qualidade da educação; a procura de mão-de-obra barata e, finalmente, a falta de fiscalização por parte do governo.


Essas crianças e jovens trabalham nos campos (em sítios e fazendas), nos canaviais, em minas de carvão e pedras, no garimpo e em fábricas.


Durante muito tempo, os pais foram acostumados a ouvir que, quanto mais filhos tivessem, os casais podiam melhorar de vida porque esses filhos podiam ajudá-los financeiramente no futuro. Assim, era comum que os casais tivessem muitos (12 a 16) filhos. Esta ideia antiga, era calcada nos três primeiros quesitos: pobreza, ignorância e a má qualidade educativa. Os empregadores, por sua vez, não querem pagar ás crianças e adolescentes, o mesmo salário que pagam aos adultos justificando serem menores de idade. Por isso, o salário desses pequenos trabalhadores é muito baixo. Embora trabalhem o mesmo número de horas e exerçam as mesmas funções dos adultos, os salários são irrisórios, obrigando as famílias a colocarem neles, os filhos cada vez mais jovens.


Exercendo as mesmas funções dos adultos, muitas crianças e jovens lidam com máquinas perigosas, o que resulta em uma série de mutilações e muitas vezes, da morte desses pequenos trabalhadores. Daí originarem-se graves prejuízos sociais, que vão desde a aposentadoria extremamente precoce, problemas de saúde e outros.


Há quem pense que estes problemas ocorrem apenas no sertão nordestino de nosso país. Mas eles estão também nos grandes centros urbanos, como os pequenos que trabalham nos semáforos lavando vidro dos carros ou vendendo doces. Estes também colocam em risco a integridade física, pois são comuns os atropelamentos e mortes. Além disso, são vulneráveis a prostituição, ao uso de drogas, álcool e fumo e facilmente aliciados pelo narcotráfico.


Muitas famílias de baixa renda “emprestam” seus filhos a alguns “espertalhões” que vivem da caridade pública. Muitas vezes, batem de porta em porta ou ficam em um certo ponto de uma rua ou avenida importante onde mendigam. O adulto se passa por genitor de um bando de crianças sujas e esfarrapadas (geralmente “emprestadas”) causando o sentimento de compaixão nos transeuntes. No final do dia, a féria é repartida miseravelmente entre essas crianças, enquanto a maior parte cabe ao adulto.


Como consequência deste trabalho estão: o mau desenvolvimento da criança ou jovem; a perda da infância; a geração de doenças e problemas psicológicos, o baixo rendimento e a evasão escolar e o despreparo para o mercado de trabalho.


Outro tipo de exploração do trabalho infantil é o doméstico. São crianças que muito cedo vão trabalhar em casas de família e que trabalham muitas horas diárias e seguidas. Segundo relatórios oficiais de 2013, estimava-se que cerca de 258 mil crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos (sendo 94% de garotas) no mundo trabalhem em casas de família. E hoje, devem ser bem maior.


O risco do trabalho infantil doméstico são os casos de assédios e estupros dessas trabalhadoras mirins. Sem contar que ainda há famílias que sobrevivem da prostituição das meninas a partir dos 7 anos de idade, por viverem em extrema pobreza. E aqui, os riscos também são enormes: a proliferação das doenças venéreas e da AIDs, da pornografia infantil, da pedofilia e do tráfico de pessoas. Os prejuízos são psicológicos e difíceis de serem revertidos.

Como vimos, o trabalho infantil não traz benefício algum. Ao contrário, só traz prejuízos para a pessoa e para a sociedade. Na maioria dos casos, o trabalho infantil se assemelha ao trabalho escravo, onde as condições são precárias, insalubres e forçadas. 

O QUE DIZ A LEI

O trabalho infantil é combatido no mundo inteiro. Cada país possui uma legislação que determina a idade mínima para o mercado de trabalho. A maioria dos países determina que a idade mínima é 16 anos para início do trabalho. Porém, em países mais pobres, essa idade mínima cai para 14 anos (Abaixo dessas idades, é considerado exploração infantil e quem o permite deve sofrer as penas da lei.

No Brasil, a idade mínima é 16 anos. Mas segundo o artigo 7.º da Convenção n.º 138 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é permitido o trabalho aos 13 a 15 anos de idade nas seguintes condições:

a) se os trabalhos forem leves e desde que não prejudiquem a saúde ou o desenvolvimento dos referidos menores. Trabalho conhecido como trabalho aprendiz.

b) que não prejudiquem a frequência escolar, na participação em programas de orientação ou formação profissionais, aprovados pela autoridade competente, ou o aproveitamento do ensino que recebem.

c) as atividades laborais para os jovens de 16 e 18 anos são permitidas quando forem realizadas entre as 06h as 22h.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

OS MAUS-TRATOS INFANTIS

Muitos pais acreditam que a única forma de educar os filhos é impondo-lhes castigos, afirmando que as crianças, de vez em quando, “pedem uns tapas”. Mas essa história não é verdadeira. Se faz algo que não gostamos é por dois motivos: ou porque já fez e ninguém a repreendeu e ela acredita que pode repetir ou porque ninguém a ensinou a obedecer certas regras básicas de convivência.

Muitas vezes, os castigos impostos às crianças são exagerados e impróprios para a situação a qual está sendo castigada ou para a sua idade. Esses castigos podem ser: físicos, mentais, morais e emocionais.


Triste, não é?

 

Os castigos físicos são os tapas, surras e espancamentos, queimaduras com pontas de cigarro, atirá-las contra uma parede, encarceramento etc. Os morais são: os xingamentos, apelidos depreciativos e olhares intimidativos. Os mentais são aqueles levam as crianças a acreditarem que são incapazes quando, na realidade, não são. Tecer comentários negativos intencionalmente para ela ou para amigos e parentes diante dela, com o intuito de ridicularizar ou menosprezar suas habilidades e capacidades.
 

Porém, os mais perniciosos são os castigos emocionais. Estes causam marcas e dores cruciais e que perduram a vida inteira. São eles: o abuso sexual e a exploração sexual de menores com finalidade lucrativa.

O ABUSO SEXUAL INFANTIL
Crianças que sofrem abuso sexual existem em todas as sociedades. E independe da idade (de 1 a 12 anos) e do sexo que as crianças abusadas possam vir a ter. Quando se fala em abuso sexual, costuma-se pensar apenas no contato sexual entre adultos e crianças. Porém, esquecemos (ou deixamos de perceber) aqueles que ocorrem entre crianças (maiores e a outra menor em idade ou tamanho).
Embora o fato do abuso sexual acontecer também com meninos (de todas as idades) e o número de casos ser bem alto, a quantidade de meninas abusadas sexualmente é ainda maior, ou seja, o triplo dos casos com meninos.

Seja qual for o sexo da vítima, estudos e estatísticas mostram que o agressor é homem (a maioria) e conhecido das vítimas. Podendo ser pais, padrastos, tios, vizinhos e amigos frequentadores da residência da vítima. Esses homens, geralmente, foram abusados na infância. No entanto, não atacam enquanto meninos. Só o fazem depois de adultos. E se a estatística mundial já possui um número elevado desses casos, na realidade podemos considerar o triplo.

O QUE É CONFIGURADO COMO ABUSO SEXUAL INFANTIL

Define-se como abuso sexual infantil “toda a forma que um adulto (ou adolescente mais velho) se vale para se estimular sexualmente”. Essas formas independem do ato sexual consumado, ou seja, expor fotos dos órgãos genitais dos menores, intimidar ou aliciar uma criança para sua própria satisfação, despir ou tatear o corpo do menor, pressionar o corpo da criança contra o seu aparelho genital, ejacular sobre o corpo da criança  e produzir pornografia infantil.
Este assunto é cercado por uma aura de tabu. Primeiro, por ser difícil conseguir dados estatísticos confiáveis e, segundo, pela “lei do silêncio” que impera nas famílias das crianças abusadas.
A lei do silêncio familiar se faz presente quando o agressor é o pai ou um parente próximo. O silêncio existe por dois motivos: a) o agressor é um familiar e b) por intimidação.
No primeiro caso, os familiares preferem conviver com o fato e não denunciar o agressor. No segundo, mesmo sendo um parente (pai, filho ou irmão), o medo da intimidação do agressor (agressiva ou financeira) ou exercida pelo consenso do grupo familiar faz com que as “testemunhas” se calem. Porém, o silêncio e a falta de denúncias enfraquecem os dados estatísticos e não os torna confiáveis.

CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO SEXUAL INFANTIL

O abuso sexual sempre gera consequências nocivas a curto e longo prazos. Essas consequências são: físicas, psicológicas e comportamentais.


As consequências físicas são os ferimentos provocados quando o ato sexual é consumado por um adulto. O corpo da criança até a adolescência ainda está em formação, portanto, não está preparado para esta atividade. Logo, a penetração do adulto dilacera os órgãos internos da criança causando intensa hemorragia que pode levá-la à morte. Caso sobreviva, a criança apresentará várias reações físicas, tais como o “efeito de regressão”, ou seja, voltar a chupar o dedo, voltar a urinar na cama (o maior indicador de abuso sexual infantil), medo de ser tocada por qualquer pessoa (pela mãe inclusive) e pavor ou recusa de aproximação diante do agressor.
Na escola poderão encontrar dificuldade de aprendizagem, evitar o contato social com os colegas, praticar crueldade com animais, déficit de atenção, atitudes agressivas contra os colegas e transtorno desafiador opositor (aquelas crianças que desafiam os adultos e não ficam contentes com nada), baixas autoestima e autoconfiança.
Na adolescência poderão apresentar: depressão, ansiedade, transtornos alimentares, baixas autoestima e autoconfiança, de dores físicas por somatização da dor vivenciada, transtorno do sono, choros compulsivos sem motivos aparentes, isolamento. Podem apresentar algumas patologias comportamentais como: transtornos sexuais, automutilação (incidência 4 vezes maior que em outros casos) e tendência ao suicídio.
Na idade adulta podem apresentar: tendência ao uso abusivo de álcool e drogas, tendência às práticas criminosas e ao suicídio.

O QUE DIZ A LEI?
TODA E QUALQUER FORMA DE ABUSO SEXUAL INFANTIL É CRIME. A visão de consentimento nestes casos, deixam de existir. As crianças não têm o discernimento necessário para consentir, pois ainda não faz parte do seu desenvolvimento.

NÃO SE CALE... DENUNCIE.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA (PARTE 1)

A violência doméstica é mais comum do que se pode imaginar. Caso fosse contabilizada, este tipo de violência elevaria o número estatístico para níveis muito mais altos do que a violência das ruas.

Como violência doméstica estão inclusos: A negligência, o abuso e a exploração sexual ou comercial de crianças e adolescentes, são formas, mais graves. A seguir vem os maus-tratos infantis e contra os adolescentes e o conjugal, podendo ir desde os castigos xingamentos, palavras ou apelidos depreciativos que tenham a intenção de ridicularizar ou de menosprezar as capacidades ou as habilidades dos filhos ou da esposa, as surras, espancamentos, encarceramentos, queimaduras propositais, o abuso sexual e a morte.

 A NEGLIGÊNCIA

Infelizmente, aqueles que deveriam zelar pelo bem-estar da criança são aqueles que maltratam. Os pais (de ambos os sexos) podem ser algozes dos filhos. Mas também podem ser os parentes mais próximos: tios, avós, primos etc.

A negligência é a pior forma dos pais agirem. O descaso e a omissão constituem formas veladas de violência e não contabilizada nas estatísticas. Os pais que a praticam nem imaginam ou desconhecem os estragos que produzem na vida dos filhos. É negligência a falta de cuidados com a higiene, alimentação, estimulação dos sentidos, saúde, educação, falta de informação, que causam prejuízos não só contra o bem-estar físico, mental, emocional, moral, mas porque esses prejuízos atingem, principalmente, no que tange com a relação da inteligência, habilidades e capacidades que a criança deveria desenvolver e não desenvolve. 


Muitas vezes, esse desleixo é justificado pela pobreza. Mas isto não procede por que, muitas famílias que vivem numa situação de extrema pobreza, cuidam dos filhos da melhor forma que podem. No entanto, encontramos a  negligência em famílias em que falta de recursos financeiros não é o problema. Portanto, a negligência está em toda a parte, na casa do rico e do pobre. 


O abandono é outra forma velada de negligência. Não estou falando do abandono em lixeiras, parques, metrô ou outro lugar qualquer. Esta forma é considerada “crime por abandono de incapaz” porque um bebê recém-nascido não tem como sobreviver sozinho e, ao fazer isso, a mãe (ou outro parente) coloca a vida do bebê em risco.

O abandono que tratamos aqui é bem mais comum do que se pode imaginar. Um exemplo bem simples são os pais que não param em casa (trabalho, compromissos sociais, viagens etc) e nunca estão no momento que o filho mais precisa deles. E quando estão, não encontram tempo para um carinho, brincar ou conversar com o filho. Geralmente, esses pais delegam sua função de educar para uma terceira pessoa (parente ou não).

Por outro lado, há os que não conseguem ver no filho real, o filho idealizado e esperado. Muito comum quando a criança nasce com alguma deficiência, principalmente, a intelectual. Ao vê-lo, ficam decepcionados. Por isso, passam a ignorar sua presença e suas necessidades. Na maioria dos casos, o pai é quem mais fica distante ou abandona o lar.

É o caso também de crianças de comportamento difícil (agressivo, briguento, desafiador ou teimoso) e passa a ser visto como a “ovelha negra” da família. Muito comum em casos de crianças com TDAH (Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade) ou Transtorno Desafiador (TD), a imperatividade (crianças acostumadas a fazer o que querem).

A criança sente o abandono e não entende os motivos da atitude dos pais (ou de um deles). Em consequência, há uma piora dos casos de comportamento por parte da criança. E aí acontece mais uma forma de violência: a rejeição.


A rejeição fica muito evidente nos casos de imperatividade. Desde muito novas, essas crianças foram acostumadas a fazerem o que queriam e quando queriam. São crianças que não obedecem a ninguém, ofendem qualquer pessoa com palavras, ações e gestos como bater nos pais em público, quando estes não fazem o que querem e no momento que querem.

No começo, era tudo engraçado e os pais e parentes riam dessas atitudes. Para a criança, rir de algo que ela fez (mesmo que errado) é “permissão”. Essas crianças apresentam atitudes e comportamentos que chegam às raias da má-educação: mandam e batem nos pais, avós, professores por não fazerem suas vontades. Para elas não existem regras, valendo suas vontades. Por isso, são inadaptadas socialmente. Mas à medida que vão crescendo, o que era engraçado vai ficando insuportável. Os pais passam a sentir vergonha do mal comportamento dos filhos. E passam a evitar esse constrangimento usam a rejeição.


Na rejeição, os pais culpam a criança. Por isso, evitam sair com ela, dão broncas e castigos (muitas vezes exagerados), o que faz aumentar a revolta da criança. E quanto mais a criança se rebela, mais rejeição encontra. Mas será que a culpa é mesmo da criança? Ou será que os pais não querem assumir que erraram ao educá-la?

A negligência se dá ainda de outras formas: na falta de correção de atitudes desagradáveis como a de uma criança que não respeita os mais velhos (tios, pais, avós, professores etc) é uma dessas formas. Se na primeira vez que a criança apresentar uma atitude dessas e for corrigida, ela não fará mais.


Outra forma de negligência é a “omissão”. Pais que se omitem de investigar a origem de coisas que os filhos pequenos trazem para casa, sabedores de que aquilo que o filho trouxe não é dele, ensinam por omissão que ele pode obter o quê e quando quiser sem permissão. E com isto, formam-se pessoas sem o menor respeito pela propriedade alheia. E depois, reclamam da violência das ruas.

NÃO SE CALE! DENUNCIE!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

VIOLÊNCIA: 9º motivo

Ao abordarmos este tema é preciso notar que os seres humanos são vítimas e algozes. Isto significa que somos a única espécie que mata ou fere seus semelhantes por prazer, por poder ou por preconceito em todas as suas variantes. 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, “a violência é uso intencional de força física ou de poder, ameaçador ou real, contra si, contra uma outra pessoa ou sobre um grupo de pessoas resultando (ou tendo grande possibilidade) em ferimentos, morte, danos psicológicos, privação ou mal desenvolvimento. E em nossa sociedade os números estatísticos da violência não param de crescer”. E isso preocupa a todos.

A violência, seja pelo abuso de força, pela tirania, pela ação violenta, opressão ou pela coação física ou moral, é a causa principal de suicídios em todas as idades. É ainda a causa de muitas mortes, de dezenas de hospitalizações, de centenas de visitas emergenciais e de milhares de consultas médicas.

TIPOS DE VIOLÊNCIA
Estudos feitos revelam que podemos classificar a violência em três tipos: a violência autodirigida, a interpessoal e a coletiva.


A violência autodirigida pode ser subdividida em comportamento suicída e auto abuso. No comportamento suicida ou suicídio deliberado os sujeitos expressam pensamentos e práticas ou tentativas de dar cabo à própria vida. Já no auto abuso, os sujeitos voltam-se contra si mesmos, como a automutilação (assunto das últimas postagens).

A violência interpessoal é sempre dirigida contra uma pessoa em particular ou contra um grupo de pessoas. Este tipo de violência pode ser subdividida em: violência infligida e violência doméstica. A primeira é quando a ação de alguns é exercida sobre um grupo (maior ou menor) de pessoas, como por exemplo: os ataques terroristas, as quadrilhas e grupos de traficantes de drogas, grupos políticos organizados que promovem arruaças e destroem o patrimônio público e privado (atos de vandalismo), etc. Na segunda, acontece dentro dos próprios lares, incluindo os maltratos a menores, a esposa (violência conjugal) ou a idosos. 

O resultado destes tipos de violência são: os problemas físicos, sexuais, psicológicos e emocionais e podem afetar os pais, filhos e o relacionamento deles a curto ou a longo prazos. Neste caso, o grande problema é o sigilo, por causa do medo que as vítimas sentem do agressor.


A violência comunitária ou estrutural é aquela cometida a grupos maiores de pessoas ou pelos governos, empenhados em oprimir a coletividade. Inclui-se neste tipo as guerras, atos terroristas como os que ocorrem no momento na Europa. Os atos estatais por ideologias econômicas que prejudicam a coletividade impedindo ou dificultando a atividade econômica de forma a garantir a subsistência e/ou a negação de serviços essenciais como educação, saúde e trabalho; a corrupção que impede ou dificulta o bom andamento das o bem-estar da coletividade, beneficiando o aumento da riqueza de uns em detrimento da maioria que fica cada vez mais pobre; os crimes de ódio (contra gays, racismo, etnia e gênero etc) e a pobreza generalizada de um povo por governos opressores e promovem a estagnação de um povo (como acontece com alguns povos africanos).

bullying

Uma outra vertente da violência coletiva ou institucional é a que ocorre dentro de ambientes como as escolas, locais de trabalhos, prisões e asilos. Entre os jovens citamos como exemplo: o bullying, os combates físicos, as rebeliões em prisões, o descaso no cuidado. A violência ou os maltratos de idosos em asilos, o assédio no trabalho, agressões sexuais os estupros.

Mas nem todas são da competência dos governos. As pequenas ações de violência, por exemplos, dependem exclusivamente cada um de nós, adultos e educadores. Ou seja, se cada um de nós fizermos a sua parte haverá menos violência no nosso país e no mundo. Querem saber por quê?

Imagine algumas situações e reflita. Os pais ensinam o filho que mentir é feito e que ele nunca deve mentir. Porém, alguém toca a campainha, a mãe olha e é uma vizinha que ela não está disposta a atender. Então, ela pede ao filho que vá e diga que ela não está. Uma mentirinha corriqueira e sem consequências, pensa ela. Será tão inconsequente assim? Na cabecinha da criança ficará uma dúvida: se eu não posso mentir, por que meus pais pode?

O mesmo se dá com a violência. Sabemos, por inúmeros relatos, que pais violentos formam filhos violentos também. Se um pai agride diariamente a esposa com xingamentos ou espancamentos, que exemplo estará dando aos filhos? Se um pai acompanhado de um filho, passar por uma moça e disser um gracejo impróprio e desabonador, estará ensinando o quê para ele? Respeito aos outros, não é. E como esse filho agirá no futuro em ambos os casos? Certamente, igual ao pai, pois o exemplo lhe foi mostrado.

Há milhares de anos Deus nos deu 10 regras para cumprimos. Apenas 10 que valeram e valem até este momento o momento. 


E assim como Deus, os pais também têm suas regras porque são os primeiros educadores dos filhos. E eles aprendem não só pelo que os pais dizem, mas principal-mente, pelo que fazem ou se comportam, ou seja, pelo exemplo que dão. 

Por isso, é preciso ensinar tudo, principalmente, as regras e os valores morais e sociais, repetir esse ensinamento milhares de vezes e mostrar como agir pelo cumprimento do que se prega para que, no futuro, ele possa agir de acordo com o que lhe foi ensinado. Muita gente não sabe o que são “regras” ou as confunde com “valores”. Regras são o que os filhos podem ou não podem fazer, como por exemplo, bater no irmão, quebrar objetos da casa, não machucar o cachorro etc. Valor é a forma como devem agir em relação com os outros, como por exemplo: respeitar as coisas dos irmãos, usar uma coisa apenas com a permissão do dono, não maltratar (levantar a mão, bater, xingar pessoas mais velhas), não desobedecer as ordens ou pedidos dados pelos avós/tios ou outros parentes próximos, não pegar nada dos outros, não agir com preconceitos etc.


O ensino das regras e valores deve começar muito cedo (desde o 1º ano de vida) e em casa, para que possam ser incorporadas ao cotidiano e usadas automaticamente no futuro. E com estes pequenos atos haverá, mais generosidade, respeito, consideração e empatia no futuro. E se não agirmos desta maneira, estremos negligenciando o pleno desenvolvimento mental, moral e social dos nossos filhos.